Textos, ensaios & entrevistas| Um século de histórias e histerias

Por Germán García

Em 2005, Graciela Avram publicou uma sátira, breve e documentada, das terapias alternativas à  psicanálise. Quando a lemos, aparece uma diferença com o que acontece, por exemplo, na França. Se além das terapias cognitivo-comportamentais (TCC) propostas como máquinas de guerra diferenciadas, entre nós se constrói, por assimilação simplificada, o vocabulário da psicanálise. Quer dizer, para entender o estado da questão na psicanálise atual, é preciso chamar atenção sobre a assimilação de sua prática à psicologia. Isso mostra já, desde o título, o excelente livro de Alejandro Dagfal: Entre Paris e Buenos Aires: a invenção do psicólogo. De passagem, vemos que a mistura da psicanálise e da psicologia tem sua marca de origem na França; neste ponto, Michel Foucault é muito claro em uma entrevista de 1965, realizada por Alain Badiou, onde explica que a “psicologia” surge da filosofia e encontra na psicanálise a possibilidade de comover os fundamentos filosóficos, porque realiza uma experiência autorizada pela descoberta do inconsciente, que valida essa mesma experiência.

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