Textos, ensaios & entrevista| Subversões do Tempo no Cinema e na Psicanálise

Por Isabel Collier do Rego Barros

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Para começar esta análise do tempo, podemos opor a uma visão de tempo mais comum, que é o cronológico, uma primeira subversão deste tempo: o tempo do a posteriori. Porém, como o a posteriori ainda mantém certas divisões artificiais, podemos ainda tentar analisar uma terceira visão, mais livre de suas medidas, através do que Deleuze chamou de cristal do tempo.

Para isto, nos ajudará a análise de um filme brasileiro não muito popular, mas bastante aclamado pelos pensadores do cinema. Trata-se de Limite, de Mario Peixoto (1931). Um filme mudo e preto e branco que se passa em um pequeno barco perdido no oceano. Para ele convergem três histórias: um homem e duas mulheres que, sem minuciosas explicações, tiveram suas vidas cruzadas nesse barco solto no mar. A partir do presente do barco, a história de cada um dos personagens é contada através de flashes-back que, no entanto, não oferecem as respostas sobre o destino dos três heróis. (Leia aqui a continuação)

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