No cinema | Onde os fracos não tem vez

Por Bernardo Brum

Eis que depois de sofrerem severas críticas devido à comédia Matadores de velhinha, os irmãos Joel e Ethan Coen voltam com um filme que está sendo tão comentado e elogiado quanto os acertos anteriores, O homem que não estava lá e O grande Lebowski: trata-se do western Onde os fracos não têm vez.

De início, já somos apresentados a um intrigante monólogo feito por Tommy Lee Jones, que na trama vive um xerife de polícia quase aposentado e perplexo com os tempos cada vez mais e inacreditavelmente cruéis. É introduzida então uma história passada no Texas contemporâneo, ainda mais cruel e desumano que aquele do tempo das diligências, onde o ex-combatente do Vietnã e caçador Llewelyn Moss (interpretado por Josh Brolin) encontra perto do Rio Grande uma fracassada transação ilegal cujos resultados foram vários corpos mortos a tiros, uma maleta cheia de dinheiro e um grande carregamento de drogas.

Como a ganância humana normalmente aconselha, Moss pega o dinheiro e vai para a sua casa. No dia seguinte, ao voltar para a cena do tiroteio, acaba sendo avistado por dois misteriosos homens, que atrás dele enviam o assassino de aluguel Anton Chigurh. O responsável por viver Anton é o ator espanhol Javier Bardem, que após fazer bonito em películas de Pedro Almodóvar e Alejandro Amenábar, desembarca na terra do Tio Sam para trabalhar com os irmãos Coen e de quebra ainda nos entrega um dos melhores personagens de sua carreira: não há uma cena em que Bardem vacile na interpretação, sempre nos dando a plena consciência de que estamos frente a frente com um alguém frio, sádico, de comportamento fanático e sem nenhum senso de humor. E que ainda por cima usa arma feita com cilindro de oxigênio (Leia mais aqui )

Assista também ao trailer:l

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