Crônica | Estrelas

Fugir de um destino que desabitava o céu, mas que tomava-lhe as mãos na hora da escrita. E só conseguia escrever o que não a destinava a si mesma.

O destino era uma flor aberta de pétalas esparramadas, tortas, pois não havia forma de se ser quem se era, isso exigiria a reinvenção da forma. Não havia esperança, o mundo era uma vastidão e uma parte dele se cobriria de pequenos passos. E o mundo era mais que uma espera. Colocou as linhas traçadas na palma da mão em um mapa que dava ao instante em que estava. Então, salvou-se do erro de um andar viciado, de se buscar no silêncio.

As pétalas eram um quebra-cabeça desencaixado, e se divertiria na imensidão de seus pequenos passos,  a rodar seu tabuleiro de flores informes. As flores ganhavam suas formas nas palavras enviadas e recebidas dos que ela tomava em torno de si. E assim, fez-se feliz.

Alice C.

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