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Nossos livros

Capa final aberta com sangria- 1200 - v3.tif

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A ordem simbólica no século XXI não é mais o que era.

Quais as consequências para o tratamento?

Coletânea de textos do VIII Congresso da Associação Mundial de Psicanálise

As 416 páginas deste livro, lançamento da Associação Mundial de Psicanálise em parceria com a Subversos, são compostas por algumas linhas de força, vigorosas e sutis, que engenhosamente amarram o leitor que se propuser a lê-las.

Sente-se, por um lado, o peso e a seriedade do trabalho de uma coletividade – psicanalistas que se reúnem pela Orientação Lacaniana – e, por outro, a vivacidade impressa pelo trabalho singular de cada psicanalista cujo texto apresentado no VIII Congresso da Associação Mundial de Psicanálise aqui se vê registrado. O esforço de transmissão presente em todos os textos não é sem consequências.

Interpretação, Transferência, Feminilidade, Tecnociência, Supervisão e Psiquiatria são os eixos temáticos em torno dos quais giram os textos e os debates. Como a psicanálise se vira diante dos impasses da contemporaneidade em que Capitalismo e Ciência se vinculam?

Em meio a intensos debates, o livro é atravessado – e aí está sua maior riqueza – por testemunhos de psicanalistas que, ao concluírem suas análises, sentiram-se convocados a transmitir o intransmissível de suas experiências analíticas. Lemos, nestes testemunhos, a singularidade em sua potência extrema, e é por via delas, por mais contraditório que possa parecer, que temos o melhor viés para pensarmos o Outro de nossos tempos.

 


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O QUE SE PASSA?

Análises lacanianas e outras histórias

Arquivos da Biblioteca

Editora Subversos e Escola Brasileira de Psicanálise – Seção Rio

O que se extrai de uma análise? Qual transmissão possível a partir dela? Quais consequências políticas extrair de seu testemunho? Essas e outras perguntas levaram a Seção Rio da Escola Brasileira de Psicanálise a promover a atividade Mesa de Passe, coordenada por Ana Lucia Lutterbach Holck.

Mesa de Passe se centrou em entrevistas e textos apresentados a partir da proposta do passe, de Jacques Lacan. Havendo o reconhecimento da experiência de um impossível que se desenhou em um percurso de análise – um impossível que cria os possíveis na vida de alguém – há uma nomeação e uma tarefa: o Analista de Escola porta por três anos a tarefa de testemunhar o que se transmite de sua análise com um novo endereçamento em vista, a Escola.

Esta publicação é o resultado da experiência de um encontro do passe com as questões políticas que dele surgem para a Escola de psicanálise. Pois, se o coração da experiência de uma análise se constitui a partir de restos do dizer, é com tais restos que se poderá fazer valer a política de uma Escola de analistas.

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Ódio, segregação e gozo.

Coleção Andamento

Editora Subversos e Instituto de Clínica Psicanalítica do Rio de Janeiro.

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Em maio de 2010, o Instituto de Clínica Psicanalítica do Rio de Janeiro e a Seção-Rio da Escola Brasileira de Psicanálise organizaram o Colóquio Figuras Lacanianas da Crueldade: segregação, ódio e gozo, que contou com a coordenação de Marcus André Vieira e Romildo do Rêgo Barros e com a participação dos convidados Antônio Teixeira e Ram Mandil, psicanalistas de Belo Horizonte, Ana Lucia Lutterbach Holck e Cristina Duba, psicanalistas do Rio de Janeiro, o filósofo da UFF Cláudio Oliveira e participação muito especial do sociólogo Luiz Eduardo Soares. Do trabalho ali realizado, entre os textos apresentados e um vivo debate, tensionados entre o extremo da clínica psicanalítica e impasses da civilização, surgiu a ideia de se confeccionar esse livro. Ódio, segregação, gozo, ato, capitalismo, burocracia… pontos limites que foram costurados por um fio de delicadeza. Eis um trabalho p ercorrido de uma forma surpreendente; uma leitura para longe de versões do senso comum.


Está pronta a segunda edição da publicação Urgência sem Emergência?, lançada originalmente em 2007 pela Subversos, em parceria com o Instituto de Clínica Psicanalítica do Rio de Janeiro (ICP-RJ) e, pouco tempo depois, esgotada. O livro acolhe textos e falas produzidas por ocasião do I Colóquio do Núcleo de Pesquisa em Psicanálise e Saúde Mental do ICP-RJ, em maio de 2005, e de suas repercussões. O leitor poderá acompanhar questões que envolvem o trabalho em instituições e dispositivos de acolhimento na rede de saúde mental, as urgências com que ali se deparam os profissionais e a ação que se espera do psicanalista no intuito de retirar a urgência de uma abordagem padronizada e que exclui o sujeito. Os textos são costurados por um fio que os conectam às densas reflexões em torno da temporalidade de nossa época. Nas palavras Glória Maron, uma das psicanalistas organizadoras do Colóquio e uma das grandes responsáveis pela publicação: “Esperamos que o leitor deste volume desdobre sua leitura em três tempos: os tempos de ler, elaborar e concluir, encontrando subsídios que o auxiliem a responder ao tempo requisitado pela urgência em consonância com a época que vivemos”. 

Segue um trecho de Urgência sem emergência?:

“É preciso pensar que não se trata de melhorar o desempenho de certas profissões, mas de saber se são dignas de sobreviver em uma época em que a temporalidade mudou. É um desafio para a psiquiatria, para psicanálise e para outras áreas. Se não há uma compreensão do que seria um tempo plástico, múltiplo, não se consegue dar conta da formidável exigência que é feita à nossa geração. Se o psicanalista não for capaz de dar um tratamento a isso, a disciplina dele não merece sobreviver. É uma questão de saber se há chances ou não da psicanálise entrar no século de maneiro efetiva.
O interesse do campo freudiano por novas experiências clínicas e institucionais que se dedicam ao estudo e ao acolhimento das urgências subjetivas não se deve a um modismo ou a uma tentativa de estar “up to date”, mas a uma sensibilidade para as transformações na própria experiência do tempo. A urgência é o sintoma principal dessas transformações, que impõem uma mudança nas maneiras de viver as dimensões do passado, do presente e do futuro.
A dimensão temporal hoje se mostra diferente de uma época em que se tinha uma certa ideia de que passado, presente e futuro compunham um tempo. É preciso que se tenha uma ideia, tanto na teoria quanto na prática, em qualquer nível de intervenção e de exigência do real, de que isso se articula com uma tendência geral da época. Trata-se de pensar que há dados novos na cultura. A temporalidade é como um papel que se amassou e não voltará mais a ser liso”.
Romildo do Rêgo Barros

*A publicação Urgência sem emergência? faz parte da Coleção Andamento do ICP-RJ, cujo editor responsável é Romildo do Rêgo Barros. A Subversos é parceira nesta e em outras publicações da Coleção.

A Subversos, em parceria com o Instituto de Clínica Psicanalítica do Rio de Janeiro (ICP-RJ), está preparando a segunda edição da publicação Urgência sem Emergência?, lançada em 2007 e, pouco tempo depois, esgotada. O livro acolhe textos e falas produzidas por ocasião do I Colóquio do Núcleo de Pesquisa em Psicanálise e Saúde Mental do ICP-RJ, em maio de 2005, e de suas repercussões. O leitor acompanhará questões que envolvem o trabalho em instituições e dispositivos de acolhimento na rede de saúde mental, as urgências com que ali se deparam os profissionais e a ação que se espera do psicanalista no intuito de retirar a urgência de uma abordagem padronizada e que exclui o sujeito. Os textos são costurados por um fio que os conectam às densas reflexões em torno da temporalidade de nossa época. Nas palavras Glória Maron, uma das psicanalistas organizadoras do Colóquio e uma das grandes responsáveis pela publicação: “Esperamos que o leitor deste volume desdobre sua leitura em três tempos: os tempos de ler, elaborar e concluir, encontrando subsídios que o auxiliem a responder ao tempo requisitado pela urgência em consonância com a época que vivemos”.

*A publicação Urgência sem emergência? faz parte da Coleção Andamento do ICP-RJ, cujo editor responsável é Romildo do Rêgo Barros. A Subversos é parceira nesta e em outras publicações da Coleção.

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